O amor está no ar…

O amor está no ar…

12 de junho de 2009 | Novidades

 

12 de junho – Dia dos Namorados!

 Todo mundo conhece uma boa história de amor e não há como negar que elas, mesmo contadas muitas vezes sempre nos inspiram e emocionam…

 

Uma das mais antigas, e talvez a mais famosa, é a de Romeu e Julieta. Quantas vezes já não lemos o livro ou assistimos ao filme e ainda assim o choro é incontido?!

 

E os filmes românticos que nos emocionam o tempo inteiro, entre os meus favoritos posso citar: E o Vento Levou; Amor Além da Vida; Como se Fosse a Primeira Vez; Green Card; toda coletânea de Sissi; Casablanca e tantos outros. A lista é enorme…

 

img_0510aQuando escrevi o cartão para ser entregue hoje para meu Gordo, lembrei que este é nosso 5º dia dos namorados juntos e fiquei feliz em perceber que as borboletas na minha barriga continuam fazendo barulho… É tão bom apaixonar-se muitas vezes pela mesma pessoa, é tão gostoso escolher um presente, escrever um cartão, preparar uma surpresa… Ah! Amar é bom!

 

E neste momento de lembranças, veio na memória uma história que contei para ele enquanto ainda éramos amigos e que  ele gostou muito, resolvi então contar para vocês.

 

  Para quem conhece, é  sempre bom relembrar e pra quem nunca tinha ouvido falar vale à pena conhecer:

 A história de Sherezade

Há muito tempo, havia um rei muito rico e muito poderoso: chamava-se Sharyar.

Um dia este rei descobriu que a mulher dele, quando ele viajava, o traía.

É claro que o rei ficou furioso! Estes reis antigos eram terríveis. Sharyar ficou com ódio das mulheres.

Então resolveu fazer assim: casava todo dia com uma mulher nova, e no dia seguinte mandava matar. Assim não tinha perigo de ele ser traído.

Já não havia mais moça solteira naquele lugar. E as que tinham sobrado se escondiam muito bem, com muito medo.

O primeiro-ministro precisava arranjar todo dia uma noiva nova para o rei. Mas um dia ele voltou para casa muito aborrecido porque não conseguiu descobrir moça nenhuma!

Este primeiro-ministro tinha uma filha chamada Sherazade, que era muito bonita e, o que é melhor, era muito inteligente. Nesse dia, vendo que o pai estava apavorado, com muito medo, Sherazade se ofereceu para casar com o rei.

O ministro não quis nem ouvir falar nisto. Mas Sherazade pediu, insistiu, dizendo que ia salvar o reino, que ia dar um jeito no tal Rei.

O pai da moça acabou deixando ela ir, porque na verdade ele também não sabia o que fazer.

O rei quis logo abraçar a moça, mas viu que ela estava chorando. Isso já fazia parte dos planos de Sherazedo.

 – O que é que aconteceu? – o rei perguntou.

– É que eu tenho uma irmã pequena – respondeu Sherazade – e eu queria que ela viesse dormir comigo na minha última noite.

O rei mandou buscar a irmã, Dunyazade.

De madrugada, antes que o rei se levantasse, Dunyazade pediu a Sherazade que, pela última vez, lhe contasse uma história.

Sherazade pediu licença ao rei para atender a irmã.

Sherazade era uma contadora de histórias incrível. Quem ouvia suas histórias ficava encantado e queria que ela contasse outras histórias e outras mais.

E Sherazade começou a contar uma história muito interessante, e o próprio rei ficou fascinado com o que ela estava contando.

Então o sol começou a nascer. Entre os árabes, esta é a hora de fazer orações. Sherazade parou a história no meio.

Não se sabe se o rei estava muito interessado na história ou se estava interessado na moça. A verdade é que ele permitiu que Sherazade ficasse viva só mais um dia, apenas para acabar a história.

Mas as histórias da moça eram longas, e dentro das histórias havia outras histórias, e dentro destas outras, outras mais, de maneira que a narrativa foi se alongando e durou… mil e uma noites, ao fim das quais o rei já estava apaixonado por Sherazade e não quis mais saber de matá-la e nem de matar mais ninguém. (Rocha, Ruth. Histórias das mil e uma noites. São Paulo: FTD,1991)

   Essa história de amor tem uma mensagem delicada, mas que me emociona, porque percebemos algo que é muito importante para ter um relacionamento longo e cheio de amor, aprendemos o valor do diálogo, da conversa, a sabedoria de ouvir o outro.

 

O beijo é muito bom, o toque nos apresenta sensações maravilhosas, mas para que o amor cresça e a paixão se mantenha viva é preciso ter algo para contar e também paciência para ouvir…

 

Desejo que no dia dos namorados sejam contadas muitas histórias de amor e todo dia possamos construir mais uma página da nossa.

 

E para os apaixonados uma frase de uma música que me inspira:

“ o amor é o calor que aquece a alma…” Nando Reis

 

Beijo cheio de paixão!!!

 Karina Ieno

 


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